segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Consumo de vinhos no Brasil, uma visão descomplicada!

Por incrível que pareça o consumo de vinhos no Brasil, apesar dessa crise, está crescendo.
Essa afirmação é uma constatação de dados estatísticos, mas também algo que percebo no dia a dia.
 
Quando conversamos com os tradicionais enófilos, lojistas, profissionais de restaurantes é natural ouvirmos que bebem com mais regularidade, mas a percepção se amplia quando falamos com os consumidores comuns, aqueles que não têm nenhuma “formação”, aqueles que não fazem cursos ou frequentam degustações de lojas e feiras, falo dos vizinhos, taxistas, vendedores de lojas de roupas, enfim: o consumidor.
É cada vez mais comum ouvir: “nesse final de semana bebi uma ou duas garrafas de vinho; ou abrimos um espumante para comemorar...”. São ecos vindos da população em geral, não daqueles que desfilam com suas garrafas ou postam no instagram, mas efetivamente do consumidor comum. 

 De tanto ouvir fiquei curioso em saber o que nós brasileiros, consumidores mortais estamos bebendo.
Nesse ponto, você já deve estar pensando: ah!, bebemos vinhos chilenos.
É verdade, quando falamos de importados, mas o que mais bebemos são mesmo os brasileiros e é esse número é cerca de 3 vezes maior  do que se bebe sobre todos os vinhos importados. É como se para cada garrafa de vinho importado abrimos 3 de vinhos brasileiros. O Chile, por exemplo, que é o principal fornecedor externo (contribuí com cerca da metade do vinho importado) ficaria com uma para 6, nessa proporção.

 Evidentemente que agora está pensando na qualidade. Ocorre que a maior concentração de consumo está em vinhos na faixa de até R$ 50 e nessa faixa os produtos se equivalem. Por exemplo, o campeão de consumo no Brasil é o chileno Concha Y Toro , seguido pelo Santa Helena,mas na sequencia os brasileiros Aurora e depois Marcus James. A proporção é para cada 12 garrafas desses itens 6 são de Concha Y Toro, 3 de Santa Helena, 2 de Aurora e 1 de Marcus James.
Nessa lista ainda estão presentes os argentinos Gato Negro e Nieto, os portugueses Casal Garcia e Periquita,  no Brasil ainda aparecem Salton, Miolo e Valduga. Como marca única o campeão é o chileno Casilero (Concha Y Toro).


Em termos de vinhos tranquilos bebemos muito mais tintos, de cada 12 garrafas, praticamente 10 são tintos, quase 2 de brancos e quase nada de rosé. Já os espumantes de cada 12, 10 são brasileiros e apenas 2 são importados.

Essa é uma análise do jeito descomplicando o vinho de fazer, mas a análise completa  ainda falaria de italianos, franceses e até uruguaios, porém, grosso modo formamos um painel bem mais fácil de entender.  O que tiramos disso? Estamos bebendo bons vinhos e pagando preços mais baixos, muito parecido como os grandes consumidores de vinhos pelo mundo, portanto no caminho certo!

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