terça-feira, 29 de setembro de 2015

Será que estamos bebendo mais?

Tenho um amigo que recentemente me trouxe a teoria de que com a crise se bebe mais, será?
A ideia dele e de outras pessoas também, é de que com eminente necessidade de frear gastos, principalmente os “supérfluos” como viajar, ir a restaurantes, ou até novos investimentos, as pessoas passam a destinar uma parte maior para o prazer de beber. Segundo ele ainda contribui a questão da lei seca, assim cria-se um novo hábito de reunir amigos em casa no melhor estilo americano e cada um leva seus “bebes e comes”.

 Como dizem há muito, crise é oportunidade e positivamente estão proliferando confrarias informais, e mais uma vez o espaço para experimentar novos vinhos bem se ampliando.
Diante dessa ideia comecei a observar no comercio e junto aos colegas importadores com a intenção de verificar se realmente essa teoria tem força. De fato, uma boa parte me confirmou esse novo hábito, no entanto com algumas ressalvas.
Realmente muitos lugares estão vendendo mais garrafas,
porém faturando menos o efeito dessa teoria se comprova, porém com produtos mais baratos. Os comerciantes dizem que há uma mudança de faixa de consumo da ordem de cerca de 30% a 50% sobre preços antes das altas cambiais, o que quer dizer que se em janeiro de 2015 se pagava R$ 100 por uma garrafa hoje a busca é por vinhos de R$ 70, indo além aquele vinho de R$ 100 que hoje custa cerca de R$ 150 está escondido nas prateleiras e sendo substituído pelos mais baratos.

 Na prática, infelizmente o consumo de marcas que tinham alcançado notoriedade estão perdendo espaço para os mais baratos, e assim o consumidor mudou sua faixas de consumo para os mais baratos e comprando mais garrafas. O que é curioso e chamou minha atenção nessa “pequena reportagem” é que para os vinhos bem caros pouco mudou, ou aqueles mais abastados não deixaram de consumir seus vinhos ou estilos prediletos. Mais uma vez comprávamos que em tempos de crise quem paga a conta é a classe média.

Dica:

Minha dica de hoje é ampla e para aqueles que ainda preferem beber menos, mas se mantém fieis as marcas (o que sinceramente acho bem louvável). Assim minha dica é um incentivo, caso queira comprar algo novo e precisam de uma dose de segurança, opte pelas novidades que vem da terrinha, de Portugal. Estamos recebendo muitos rótulos novos de lá e graças também à crise por lá, temos belas opções à preços convidativos.
Outra alternativa são as marcas criadas para o Brasil. Muitos importadores tem encomendado vinhos com rótulos criados por eles, com isso compram mais e pagam menos, repassando para os consumidores essa diferença. Nesses vinhos encontramos uma concentração em Chile e Itália. 
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