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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

GRAPPAS

A Água de Cleópatra?

 

imagem da internet (gazetadopovo.com.br)

Dizem que a origem da Grappa vem do Egito: Um legionário romano de volta para casa havia furtado um artefato de destilação chamado de “Crisiopea di Cleopatra” e iniciou o processo de produção do seu aguardente nas terras do Friuli (norte da Itália). Com uma amostra da bebida egípcia e o equipamento iniciou sua produção datando o século I A.C..

Mas, o destilado semelhante mais próximo do Grappa que conhecemos hoje está localizado na Toscana (Itália) por volta do século XVII. Na verdade, o nascimento da Grappa pode ser datado do século XIV, quando a aguardente foi desenvolvida em alambiques, o que deu um passo importante para se fazer destilados. Por essa razão outras versões afirmam que a Grappa era feita em conventos italianos no século XI.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Paraná é Rota de Vinhos!

Encontrar amigos e beber bons vinhos é algo prazeroso, quando casual deixa o encontro animado e descontraído, porém realizar um encontro profissional em torno do vinho, é esperado ser mais sisudo, essa com certeza não foi a impressão. A Confraria Vinhos do Brasil abriu nesse último dia 14 seu segundo ano de atividades com uma bela reunião, séria, pauta bem definida, porém num ambiente muito favorável, um verdadeiro encontro entre amigos, um encontro de Confrades!

O tema, Vinhos do Paraná, explanado pelo confrade Daniel Rugani trouxe muitas surpresas ao grupo: Saber que o Paraná produz tanto quanto a importante histórica, porém ainda emergente região do sul de Minas Gerais deixa claro que o Brasil vem constantemente modificando seus cenários e seus atores, produzindo novidades em vinhos que podem se destacar em poucos anos - é o caso dos vinhos de Santa Catarina, que em menos de uma década explodem em qualidade e repercussão. Curioso ainda saber que há uma considerável concentração de produtores na região metropolitana de Curitiba, em um raio de apenas 40 km podemos encontrar boas instalações e vinhos, e graças a essa concentração uma rota do vinho está pronta. 

quarta-feira, 8 de junho de 2016

El Niño – Aumentando seu Prazer

Estamos a menos de um mês do inverno em nosso hemisfério e segundo as previsões em função do fenômeno “El Niño” esse ano teremos uma estação mais fria e chegando ainda mais cedo.  
O fenômeno deste período é comparado ao de 1997/1998 e lembro que fez muito frio, nesse período estava de passagem em Curitiba e por lá bateu -1°C, com uma sensação térmica de -5°C, não que Curitiba não faça frio, mas nos últimos anos essas temperaturas atingem com muito menos frequência, mas naquele ano se fez por muito mais tempo e com a mesma intensidade. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Chocolate! Com que vinho eu vou?

Ao passearmos pelas vielas dos mercados ainda percebemos a presença do coelho da Páscoa em sua forma mais marcante: o ovo de chocolate. Se olharmos para dentro de casa, ainda encontraremos os que ganhamos e compramos....
Esse é um período em que muitos se retorcem de dor e culpa, pois há tanta oferta desse prazeroso alimento que não há como resistir, nem que seja por uma barrinha minúscula, ou uma caixinha do bombom que pede bis. 
Perdoem-me os puristas e vigilantes da balança, mas para mim, prazer não anda com culpa, pelo contrário e chocolate faz é bem!Duas paixões podem se juntar nessa época e por todo ano com muita intimidade. Vinho e chocolate têm muito em comum. Ambos provocam um amplo prazer e trabalham no nosso organismo mais ou menos na mesma direção, posto que conseguem proporcionar uma sensação interessante em saciar nosso prazer, atingindo as zonas dos desejos. 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vinho de Estrelas

Artigo publicado no 
Jornal a Tribuna de Vitória (ES)
em 28 de agosto de 2010.

 Até bem pouco tempo quando usávamos o termo vinho de estrelas, poderíamos estar nos referindo simplesmente à frase célebre de Don Perignon ao descobrir seu Champagne (que dizia ver estrelas cada vez que abria e bebia esse maravilhoso vinho), ou podemos nos referir ao vinho preferido de estrelas como o saudoso Pavarotti que apontava seu Morellino di Scanzano (um tinto de médio corpo da excelente região da Toscana – Itália), ou até o histórico  Champagne de Napoleão, que ficou imortalizado na sua célebre frase: “Nas vitorias é merecido, nas derrotas necessário”  -  e também é conferido a ele a pratica de sabrar (cortar o gargalo com o sabre – a espada), tudo isso mesmo sabendo que sua bebida preferida era o Cognac Courvoisier.

No entanto nesses dias falar isso quer dizer outras coisas:
Quer dizer que as celebridades tem seu próprio vinho. Sejam feitos por eles, para eles, ou sob a licença deles. O curioso é que muitos começaram esse negócio por amor, pela prática de beber, ou pelo grande interesse em mudar de “profissão” ou como alguns dizem: mudar de “arte”.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Novas e Boas II


Pois então, continuo produzindo os textos devidos. Agora o Lellis.
Por uma dessas felizes coincidências estive, por duas vezes seguidas, privilegiado por ter me deleitado com a cozinha desta cantina.
Primeiro no dia 31 à noite, com minha família, e depois dia 02 na companhia de dois amigos do vinho da importadora Vinoteca. 

É curioso, que mesmo vindo de São Paulo e com uma infinita lista de cantinas que eu mesmo já fui, vim em Curitiba para jantar com a esposa em uma cantina que também está estabelecida em São Paulo (a da Bela Cintra), sim o curioso é que eu argumentei isso com ela quando estávamos decidindo e ela prontamente me respondeu – “mas eu não conheço nenhuma das duas” – dei risada e seguimos para o Lellis do Batel. (Já na terça a sugestão do Lellis era proposital, precisava provar o cabrito....) 

Já enrolei demais, vamos ao que interessa!
Na sexta, pude observar toda ambientação e frequência de um dos restaurantes com maior movimento de Curitiba, de fato tivemos que percorrer todo o salão para encontrar uma mesa, isso por que chegamos relativamente cedo. 

Fomos muito bem atendidos pelo maitre que nos sugeriu um belo prato. No caminho já estava intencionado em comer o fuzzili, pedi então para a esposa escolher o molho: Alla Carbonara, mas queria uma carne – resolvido filé para mim frango para ela, tudo por baixo da massa repleta do belo molho. Um belo jantar finalizado com uma grappa branca, muito bem servida e na temperatura correta.

O Vinho? Pois é minha esposa não está bebendo e as meias garrafas...bem não pude escolher algo que acompanhasse nossa refeição! 

Mas ok, na terça eu bebi, e vou começar pelo vinho: Santa Ema Gran Reserva Cabernet Sauvignon, que foi muito bem com o Cabrito desossado (batatas coradas, brócolis e tagliarine de acompanhamento). 

Era uma conversa informal, falamos muito do mercado dos vinhos em Curitiba, mas não desgrudei dos sabores ali presentes. 

De um modo geral o Lellis tem um ambiente agradável, decorado tipicamente como as cantinas ítalo-brasileiras (uma vez um italiano me disse que esse modelo só existe no Brasil, e eu rebati – aqui faz muito sucesso, nós gostamos muito!!!!) e o serviço é bem feito. A comida é bem feita, está adequada a proposta da casa, gostei muito do que comi nos dois dias. 

E sobre o vinho: Santa Ema é uma bela vinícola chilena, aprecio muito do seu premiado Merlot, mas a escolha foi o Cabernet Sauvignon – bom corpo, notas de frutas maduras e toques de baunilha, um vinho maduro pronto para beber.

Serviço: 
Lellis Tratoria
Rua Gonçalves Dias, 51 - Batel
Fone: (41) 3244-7943
www.lellis.com.br


Ficha Técnica: 

Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2005 - Santa Ema – faixa de R$ 60,00
Corte:                    Cabernet Sauvignon
Origem                   Valle del Maipo - Chile
Envelhecimento       10 meses em carvalho francês (6 em garrafa).
Álcool                    14%  
Notas: Vermelho rubi intenso, aromas de tostados e frutas maduras. Paladar é intenso e equilibrado, taninos redondos e aprofundados, bom corpo.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

O Vinho, Descomplicado!


O VINHO
A história do vinho remonta a história da civilização, assim como a música o vinho sempre participou dos grandes momentos, nas comemorações das vitórias e nas celebrações.
O vinho tal qual foi descoberto (segundo especialistas na região onde conhecemos hoje como o Líbano), mudou muito, mas seu caráter de reunir pessoas, consagrar e proporcionar prazer permanecem em nossos sentidos.

Atualmente, o vinho além de ser um perfeito companheiro para as refeições é sinônimo de saúde.

Basicamente, o vinho é resultado a transformação de açúcar em álcool, através do processo da fermentação, e que pode ser feito, a principio com qualquer fruta, neste caso deve-se indicar a fruta, portanto quando tratarmos de vinho estamos nos referindo só dos fermentados de uvas (européias – vitis viníferas, para os vinhos finos ou americanas - vitis labrusca, para os vinhos de mesa).

Todo vinho é feito, praticamente do mesmo modo, fermenta-se (o mosto, ou suco de uva), filtra-se ou retirasse a matéria indesejada, descansa ou não em madeira, aço inox ou garrafa e engarrafa.

O tempo que leva pode variar de dois a trinta dias (em média) engloba a fermentação completa, que normalmente se divide em duas etapas, fermentação com a casca (que dá cor e transfere taninos) e posterior sem cascas e sementes.
Fica a critério do enólogo a utilização e tempo de contato das cascas com o mosto.

Os vinhos podem ser: tintos, branco, rosés, espumantes e de sobremesa ou aperitivo. A partir do vinho podemos, também, obter os destilados (como bagaceira, cognac, armagnac, brandy, grappa) e as bebidas de infusão ou adição de substancias, como ervas (especiarias) ou misturas com outros líquidos (vermutes).

Os vinhos são identificados quanto ao seu país de origem (região e sub-região), as uvas (varietais e assemblages ou cortes – mistura de vinhos de uvas diferentes), o percentual de álcool e o peso (corpo) de cada um, indo do leve ao encorpado, passando pelo jovem (vinhos perfeitos para o dia-a-dia), médio corpo e bom corpo.


TINTOS