terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Autóctone é moda?



A primeira vez que ouvi essa palavra me deu trava língua e como foi difícil aprender a pronunciar corretamente, mais complicado ainda identificar onde estavam as tais uvas autóctones. 
Para o nosso deleite e de forma descomplicada percebi que era um conceito importante, porém com tanta uva para aprender não era tão necessário guardar na memória, mais descomplicado era esperar por aparecer. 

Apesar do trava língua essa palavra que dizer “que ou quem é natural do país ou da região em que habita e descende das raças que ali sempre viveram; aborígene, indígena”, no nosso caso em particular são as uvas que nasceram naturalmente em determinado lugar.

É bem comum termos contato com diversos vinhos produzidos a partir dessas uvas autóctones, como o caso da País no Chile, as Tourigas de Portugal, Monastrel na Espanha e por aí, mas algumas são bem interessantes como as internacionais Syrah ou a Malbec.
Raramente vemos essas uvas internacionais como autóctones, fora alguns casos como a Chardonnay e a Pinot Noir que tem uma excelente produção e são famosas em seu lugar de origem (Borgonha, França) essas outras ganharam fama em outros países, a Syrah na Austrália e a Malbec na Argentina.

E é sobre a Malbec que destaco. Provei 4 vinhos feitos a partir dessa uva em seu lugar de origem. Tratava-se dos vinhos produzidos pela Vinovalie: Chateau les Bouysses, Tarani Malbec, Tarani Reserve-Cahors Malbec e Impernal.

Comparativamente  a uva malbec (que recebe diversos nomes: Auxerrois no Cahors - França, sua terra de origem, Côt no Loire e Pressac em outros lugares) e ainda hoje muito utilizada em Cahors como integrante de um corte tradicional junto com a Merlot e a Tannat, mas vem se desenvolvendo muito bem como monovarietal, assim como na Argentina em Mendoza. 

Na Argentina tem muito destaque, por fazer vinhos menos encorpados que na sua terra natal, mas com paladar muito agradável, toques de especiarias e bom corpo, já na França seus vinhos são convidativos, mais corpulentos e ainda mais intensos de aromas de ervas e especiarias.

 Se é moda, ainda não sei, mas por experiência vale a pena provar vinhos com suas uvas na terra origem.

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