quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Vinhos do Douro


Em tempos os vinhos portugueses vêem se aprimorando. Na última semana aconteceram mais alguns eventos sobre o tema. Rio e São Paulo receberam novos e já conhecidos produtores da "terrinha".


Quero trazer um produtor que faz um vinho no Douro bem interessante. O seu Reserva é um clássico assinado pelo renomado enólogo português Rui Moura Alves - acaba de ser eleito o segundo melhor na prova da Confraria dos Sommeliers do Didu Russo e cia, com 85 pontos -  já o Colheita traz um toque de modernidade sem perder a tradição dos vinhos do Douro, e foi elaborado pelos enólogos Gabriela Canossa e André Coutinho.

Quinta do Farfão Colheita


Um vinho do Douro normalmente é austero, robusto, é como uma marca registrada. Esse não é diferente, no entanto é gracioso, harmonioso. 
Elaborado com as castas touriga franca, tinta roriz, tinta barroca e tinta cão, é um vinho jovial, aromas de frutas vermelhas do campo, bons taninos, encorpado e equilibrado. O copo é seu bom amigo, ele ganha muito, se abre e deixa um final maravilhoso.
É um vinho para o dia-a-dia, para quem gosta de vinhos um pouco mais presentes e de bom corpo, mas vai muito bem com sua pizza, ou carnes grelhadas e até o bacalhau.



Quinta do Farfão Reserva

Produzido a partir das castas touriga franca, touriga nacional, tinta roriz, tinta barroca e tinta cão, esse vinho que passa 12 meses em barrica de carvalho, se apresenta com uma coloração vermelho rubi intenso, aromas de frutas vermelhas compotadas, toques de baunilha e fumo. Seu paladar encontramos uma amplidão, taninos longos e firmes, vão se amaciando com tempo em copo, belo encontro entre força e veludo. Um vinho que precisa de tempo, na garrafa ou no decanter.
Excelente para pratos mais pesados, com molhos e condimentos. 
Com o tempo adequado acompanharia um "confit de canard".

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