ROGUE VINE, UMA VIDEIRA REBELDE?

 


Não encontramos referências do porquê Leonardo Erazo e Justin Decker batizaram essa vinícola com o nome ROGUE VINE, literalmente VIDEIRA REBELDE, por outro lado rogue pode significar por conta própria, o que também explica a escolha pelo vale do Itata no Chile para produzir suas uvas e vinhos.

O Vale do ITATA foi um dos primeiros lugares que os espanhóis escolheram para fazer vinhos, explica-se que a geografia foi fundamental pois as colinas facilitavam um fator importantíssimo para o vinho: a irrigação. 

Atualmente seus 500km de distância para Santiago tornaram a região menos atraente para a maioria dos produtores chilenos, e talvez também por essa razão escolher vinhos nessa região tornam o desafio ainda mais peculiar, porém com resultados exuberantes, além de nos mostrar que o Chile tem vinhos espetaculares além daqueles ordinários que conhecemos.

Encontramos tudo isso nesse vinho, história, terroir, minima intervenção, tudo refletido em seus tons e sabores. Um vinho riquíssimo e muito vivo, mesmo após quase 10 anos (e ainda iria mais na garrafa).

Grand Itata Blanco 2016, Rogue Vine - Elaborado com as uvas Moscatel de Alexandria (55%) e Riesling (45%), de um vinhedo plantado em 1922, cerca de 270 metros acima do nível do mar, apenas 18 quilômetros do Oceano Pacífico.

Na vinificação, fermentação de 21 dias somente utilizando leveduras indígenas em tanques de concreto, sem controle de temperatura. Passou 12 meses em esferas de concreto e não passou por filtragem ou colagem. 

O vinho se apresentou num amarelo bem brilhante, com notas intensas de pêssego, floral, notas cítricas e uma mineralidade salina, no paladar uma bela acidez, textura bem marcante, corpo médio e de longa persistência, gastronômico com certeza.

Produção 4.000 garrafas.



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