quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Chile - Terra do Vinho, Cobre e...da Palta!

Nesse feriado prolongado (de São Paulo) fui ao Chile, a convite da vinícola Requingua
Requingua na língua mapuche significa "Rincón de los Vientos"(canto dos ventos), uma descrição perfeita para o clima mediterrâneo do Vale do Curicó, onde quase a totalidade de suas vinhas estão localizadas e onde fiquei hospedado. 

Na quinta 25 mesmo fiz uma das melhores visitas em vinícola, graças ao competente enólogo chefe, o francês Benoit Fitte. O comum nessas visitas é conhecermos as vinhas, a bodega, sessão de barricas e a expedição. O que a fez melhor foi a bela recepção e as explicações, respostas e a maioria dos “segredos” revelados. A sequencia ainda mais memorável vem da presença dos Santiagos - o pai que fundou a vinícola em 1961 e o filho Santiago segundo, quem toca a empresa e já prepara a sucessão, uma vez que  família já tem entre seus membros Santiago terceiro e quarto – que nos brindaram com o excelente Toro de Piedra (uma alusão a escultura feita por pedaços de pedra – por cerca de R$ 65), começando com um espumante Chardonnay (ainda não disponível no Brasil), seguindo do Petit Verdot / Cabernet Sauvignon acompanhados por queijos locais e o camarão ao alho flambado com pisco (chileno e não peruano – uma pequena discussão para saber que inventou). 

Benoit Fitte, Alexandre Santucci, Benoit Fitte e Santiago Achurra 2º
O jantar marcado pelo belo churrasco, legumes e verduras foi acompanhado pelo o top da vinícola: Laku (2011/2012/2013 – no Brasil por cerca de R$300), a tradução do termo é filho do sol, do vinho, um corte de várias uvas de diferentes parcelas realizado após as provas, às cegas, de Santiago e Benoit. Eles escolhem os melhores vinhos, compõem o assemblage e só conhecemos o corte após a abertura da garrafa, pois as rolhas estão marcadas com o devido corte gravado em sua superfície.  Os vinhos são bem ao estilo bordalês, particularmente gostei muito do 2013, mesmo sabendo que ainda tem muito a evoluir, e se pudesse fazer um paralelo diria que 2011 e 2013 são mais ao estilo de Pauillac (robustos, ricos e profundos) enquanto o 2013 um Saint-Émilion (elegante e envolvente). 

A presença junto as vinhas, repousar nesse lugar espetacular e acordar com a exuberância da paisagem fez da visita uma bela memória.
Partindo na sexta para Santiago mais uma bela surpresa, um almoço harmonizado pelo chef Francisco Klimscha com a linha Toro de Piedra: inesquecível! O terceiro prato (de cinco) foi espetacular, risoto de morrillas (um funghi local, mais precisamente da patagônia) nozes, rúcula com a morcilla fresca!

Os dias seguiram pela bela metrópole, passeio de turista e no último dia antes de partir pollo (frango) com belas cervejas no Flannery's Beer House.


Enfim o Chile é um pais a ser re-visitado sempre, por sua concentração e seriedade vinícola, suas paisagens, sua história, organização, pela bela forma que recebem e pela palta, salgada, presente em todas as refeições.

O que é palta? Abacate!
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